sábado, 8 de novembro de 2008

Fumaça

É mais válido cometer alguns erros do que não errar por nunca ter tentado. Seguindo essa filosofia várias descobertas foram feitas, reinos construídos, amores conquistados, alguns foram à ruína e muita história foi feita. Não vou usar aqui a frase clichê de quê o que fica pra história não são os erros cometidos e sim as vitórias conquistadas justificando assim as investidas da sagrada Igreja em nossa história e as decisões maléficas tomadas por países imperialistas. Não, deixa isso para os nossos políticos populistas e para os livros de história. Os erros aqui levantados são de caráter pessoal, não dependendo deles a vida de outra pessoa que não seja a sua. São esses mesmos erros que nos fazem valorizar os caminhos percorridos, os pôr-do-sol mágicos, as aventuras desplanejadas, os amigos de sempre e os pela vida conquistados, as paixões, a descoberta do amor, a solidão necessária... Vendo assim até parece mais um desses textos de auto-ajuda que circulam pela rede. Por mim tudo bem, não me envergonho em dizer que essa tem sido a receita de minha caminhada. Sou personagem de um filme com cenários dos mais variados, desde locações em algumas periferias, uma família amável, morada em barraquinho de tábua, passagem por diversos empregos... viagens pelo país, e uma certa falta de medo de mudanças. Num outro capítulo desse filme já me encontro lançando-me em aventuras sem roteiros prévios, me agarrando muitas vezes a um otimismo incorrigível e uma aparente irresponsabilidade, me jogando no luxo e no lixo. O diretor desse filme me proporcionou contracenar com pessoas, cenários e situações dos tipos mais variados me preparando para um capítulo no qual continuará dividindo comigo a autoria do roteiro.

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