terça-feira, 3 de agosto de 2010

Systembolaget


A empresa estatal sueca, Systembolaget, foi criada em 1955 e desde então possui o total controle nas vendas de bebidas alcoólicas com o teor superior a 3,5%. Com 410 lojas espalhadas por toda Suécia (abertas de segunda à sábado entre 08:00 e 19:00hs) o Systembolaget disponibiliza 3000 artigos entre diversas marcas de cervejas, vinho, licores, espumantes, aguardentes, etc... provenientes de cerca de 40 países. O controle rigoroso da venda, assim como a imposição de elevados impostos sobre estas bebidas, fazem parte da severa política sueca para evitar os problemas causados pelo consumo exagerado de álcool.
Andei conversando com alguns amigos suecos e constatei que as opniôes andam bem equilibradas, enquanto uns aguardam ansiosos pela substituicâo do systema outros afirmam ter havido um decréscimo substancial no consumo exagerado de álcool no país. Os altos impostos cobrados pelo systema são revertidos para o tratamento das pessoas que porventura venham a desenvolver problemas de saúde relacionados ao consumo exagerado. Fico aqui tentando imaginar como que os brasileiros reagiriam a tal sistema, ia ser muito interessante tomar para o estado(o que seria uma festa para os corruptos de plantão) esses mega lucros provindos da venda de bebidas alcoólicas, ainda mais em se tratando de Brasil, país que provavelmente está entre os primeiros quando se trata de consumo alcoólico e de todos os problemas relacionados.



Vou deixar aqui uma pergunta para os leitores do alvosurbanos: Vocês são contra ou a favor ao controle estatal na venda de bebidas alcoólicas?

domingo, 1 de agosto de 2010

Koloni lotter




O que vocês achariam se o governo nos oferecesse um muito bem situado pedacinho de terra, dentro da cidade, onde pudéssemos exercer um pouco de jardinagem e com isso nos manter em contato com a natureza? Pois esse deslumbre existe e faz de Stockholmo, Suécia, uma cidade muito mais humana e charmosa. Espalhados por diversos pontos da cidade, os Koloni lotter, como são conhecidos, possibilitam aos seus "proprietários" desfrutarem daquele espaço por toda sua vida, se assim estes optarem, ou dividirem com os amigos mais próximos o gosto pelo contato direto com prazer de plantar. Esse sistema foi criado pelo governo em 1914 e oferecido aos trabalhadores que haviam se mudado para Stockholm, ou que ali estavam devido a alguma grande construção, para que estes tivessem sempre a mesa frutas e verduras frescas e para amenizar também, muitas vezes, a saudade de casa. O costume atravessou toda a história e chegou ao século 21 em pleno vigor e mais lindos do que nunca. É sempre um prazer muito grande poder passear entre seus caminhos estreitos e apreciar os pequenos Koloniträdgårds com suas casinhas tradicionais cercadas por pequenas cercas vermelha e repletos de uma variedade de flores e frutos como maças, framboesa e muitas outras frutinhas que ainda não conheço. Para que os interessados possam ter o tão sonhado pedacinho de terra irão ter que inscreverem-se em uma lista pública e esperar pela desistência de algum proprietário ou, no caso da morte de algum familiar ou amigo mais próximo que possuía um Lott, receber desse a indicação para ser o próximo a cuidar do seu antigo Lott. Não podemos esquecer que ao proprietário é cobrado uma taxa de 80 reais mensais e a este é negado possuir energia elétrica e água encanada, salvos algumas exceçôes. Tais regras servem para que não se utilizem os Lotter como casa de verão ou moradia permanente, já que muitos deles encontram-se próximos aos lagos e parques da cidade. Os Koloní lotter resistiram às mudanças de governo, políticas e ao mercado imobiliário o qual deve sonhar com o dia em que algum governante de direita quebre toda essa tradição e entregue em suas mãos essas áreas privilegiadíssimas. Enquanto o Apocalipse não chega os Stockholmenses vão desfrutando dessa maravilhosa oportunidade de continuarem em contato direto com a natureza e de passarem para as próximas gerações esses ricos valores.
Hej då.